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Semana Pop tem atriz hackeada, nova 007 e volta do sertanejo raiz; ASSISTA
Programa também fala dos indicados do Emmy 2019 e de papo entre Anitta e Cardi B. Entenda o que anda bombando no entretenimento em poucos minutos. Semana Pop tem atriz hackeada, nova 007 e volta do sertanejo raiz O Semana Pop deste sábado (20) explica por que uma parceria entre Anitta e Cardi B pode estar próxima. Também mostra a nova agente 007 – isso mesmo, no feminino – e uma ótima notícia para quem não aprendeu a dizer adeus para o sertanejo raiz. O programa vai ao ar toda semana, com o resumo do que anda bombando no mundo do entretenimento. Tem música, cinema, TV, games, quadrinhos e internet. Tudo em poucos minutos. Veja todas as edições Ouça em podcast Desta vez, os temas são: Faz um feat comigo? Você tem um crush de internet e fica torcendo pra ele te notar? Anitta também tem... e conseguiu. Licença para matar: Muita gente comemorou a representatividade da nova agente 007; conheça. Não clique no link: Depois do caso de Marina Ruy Barbosa, você vai pensar duas vezes antes de clicar num link. E os indicados são... Saíram os concorrentes do Emmy 2019 Não aprendi a dizer adeus: Saudade dos Amigos? Eles estão de volta.
Cinema no Brasil: veja perguntas e respostas sobre o setor de audiovisual no país
Depois de mudanças anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro, entenda como fica o desenvolvimento cinematográfico brasileiro. O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (18) mudanças no setor do audiovisual brasileiro, durante o ato de 200 dias de governo. São elas: Transferência do Conselho Superior de Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil; Redução do número de membros do Conselho que não pertencem ao governo; Possível transferência do escritório da Ancine do Rio de Janeiro para Brasília; Nesta sexta-feira (19), Bolsonaro também afirmou que, se o governo não puder impor algum filtro nas produções audiovisuais brasileiras, por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), a agência será extinta. Ainda não se sabe quais são os reais impactos das mudanças no órgão nem no Cinema brasileiro de maneira geral. Veja abaixo respostas às principais perguntas em relação às mudanças no cinema brasileiro: O que é o Conselho Superior de Cinema? O Conselho é responsável por formular a política nacional de cinema, aprovar diretrizes para o desenvolvimento da indústria audiovisual e estimular a presença do conteúdo brasileiro no mercado. Ele foi criado em 2001 e era constituído por sete ministros e outros nove representantes de fora do governo, sendo seis da indústria audiovisual e três da sociedade civil, e mais nove suplentes. A decisão de Bolsonaro diminui o número de representantes da indústria para três, e os da sociedade civil para dois. Com isso, o governo passa a ser maioria na composição. Os ministros que fazem parte são: Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, que o presidirá; Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública; Ernesto Araújo, das Relações Exteriores; Abraham Weintraub, da Educação; Osmar Terra, da Cidadania; Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo da Presidência da República. Com as mudanças promovidas por Bolsonaro, caberá a Onyx indicar para o conselho os representantes da indústria e da sociedade civil. Os nomeados para o colegiado continuarão com mandatos de dois anos, com uma recondução permitida. O que os membros acharam das mudanças no Conselho? "Acho positiva a ida do conselho para a Casa Civil. Volta à origem", opinou o cineasta Bruno Barreto, atual membro do órgão consultivo, em entrevista ao G1. Quando criada, em 2001, a estrutura organizacional já era da Casa Civil, sendo transferida para a Cultura em novembro de 2009. “É uma questão de Política de audiovisual, não tem só a ver com Cultura. Tem coisas mais complexas. E a Casa Civil coordena todos os Ministérios. Tanto que o conselho tem membros de todos os ministérios. Então por que o conselho estaria sob o guarda-chuva da cultura?”, questiona Barreto. Já Cacá Diegues, que fez parte do conselho até dezembro de 2018, defende que o grupo tenha novos nomes do setor. "Acho que tem que a composição do Conselho deve contemplar jovens cineastas e gente que cuida de nossa economia", explicou. "As indicações sempre foram feitas ou aprovadas pela presidência que deveria ouvir a classe (sindicatos, associações, etc)", afirmou Diegues. O que é e qual é a função da Ancine? Criada em 2001, a Agência Nacional de Cinema é uma agência reguladora criada em 2001. Mesmo com autonomia administrativa em relação ao governo, sua diretoria é aprovada pelo Senado e está submetida ao Ministério da Cidadania depois da extinção do Ministério da Cultura. A função do órgão é fomentar, regular e fiscalizar a indústria cinematográfica e videofonográfica nacional. Seu principal escritório fica no Rio de Janeiro, mas Bolsonaro tem planos de transferi-lo para Brasília. Como um filme faz para conseguir financiamento com o governo? Produtores culturais podem usar as leis de incentivo indireto, como a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, ou direto, como o Fundo Setorial do Audiovisual. Cada uma com suas diferenças, como tamanho do projeto ou origem do financiamento. O que é a Lei Rouanet? Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura autoriza produtores culturais a buscarem investimento privado para financiar iniciativas culturais. Em troca, as empresas podem abater até 100% do valor investido no Imposto de Renda. É atualmente o principal mecanismo de incentivo à cultura do Brasil. Como funciona a Lei Rouanet hoje? Produtores culturais aptos a concorrer submetem os projetos à Lei de Incentivo à Cultura; O governo federal analisa os projetos para decidir quais poderão ser contemplados pela lei; ao ter seu projeto aprovado pelo ministério, o produtor cultural sai em busca de patrocínio para obter os recursos; pessoas físicas ou empresas podem decidir patrocinar o projeto. Em troca, elas recebem possibilidade de abatimento no Imposto de Renda de parte ou do total do valor aplicado no projeto. O que é a Lei do Audiovisual e como funciona? A Lei Nº 8.685 foi criada em 1993 para criar "mecanismos de fomento à atividade audiovisual" no país. A Lei do Audiovisual é considerada uma lei de fomento indireto à produção nacional. Isso porque através dela o Ministério da Cultura e a Agência Nacional de Cinema (Ancine) não repassam valores diretamente aos projetos. Uma produtora independente cadastrada com a Ancine submete um projeto para a avaliação da agência. Com o projeto aprovado, a produtora tem permissão de procurar empresas interessadas em apoiar financeiramente a produção. Os interessados podem deduzir de seu Imposto de Renda (IR) 100% do valor investido. Os valores não podem passar de 4% do IR para pessoa jurídica e de 6% para pessoa física. Quais projetos podem ser contemplados pela Lei do Audiovisual? Projetos cinematográficos independentes de curta, média ou longa-metragem, telefilmes, minisséries, obras seriadas ou programas culturais e educativos para a TV. Quais as diferenças com a Lei Rouanet? A Lei Rouanet funciona de maneira semelhante, mas além de contemplar outras áreas culturais, no cinema se limita a projetos independentes de curta ou média metragem ou documentários. Quanto gera o audiovisual brasileiro? O setor gerou R$ 24,5 bilhões em 2014, segundo uma pesquisa divulgada em 2016 pela Ancine. O estudo revela tendência de crescimento do setor, que se mantém em trajetória ascendente desde 2007, quando injetou US$ 8,7 bilhões na economia. Como um filme brasileiro é pré-indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro? Os produtores inscrevem os filmes para tentar representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Até 2018, elas eram avaliadas por uma comissão montada pela Academia Brasileira de Cinema (ABC) e supervisionada pelo Ministério da Cultura. A pasta foi transformada em uma secretaria e suas atribuições transferidas para o Ministério da Cidadania atualmente. O escolhido pela comissão é então enviado para a avaliação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que publica uma lista com finalistas antes de definir os concorrentes definitivos. Como o cinema brasileiro é visto fora do Brasil em 2019? O Brasil ganhou pela primeira vez o Prêmio do Júri no Festival de Cannes com o filme "Bacurau". A produção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles retrata um pequeno povoado do sertão que sofre com a morte de Dona Carmelita, uma mulher muito querida. O filme "Divino Amor", de Gabriel Mascaro, foi exibido em festivais internacionais como o de Sundance e o de Berlim e recebeu críticas positivas da imprensa internacional. Com Dira Paes e Julio Machado, o longa é uma distopia que mostra o Brasil de 2027 com raves evangélicas e parafernálias tecnológicas. Outros filmes, como o documentário "Estou me guardando para quando o carnaval chegar", também são exibidos em festivais pelo mundo.
Sam Smith livre, Beyoncé em dobro e mais sertanejo, funk e indie-pop para dançar; G1 Ouviu
Beyoncé lança 2ª trilha 'Rei Leão'; Sam Smith volta leve e solto. Programa do G1 ainda tem novas de Kekel, Fernando & Sorocaba e Charli XCX com Christine and the Queens. Sam Smith, Beyoncé, Kekel, Fernando & Sorocaba e Charli XCX com Christine and the Queens. A edição desta semana do G1 Ouviu tem a volta de Sam Smith, o segundo disco da trilha do novo "Rei Leão" com a Beyoncé e novidades dançantes de sertanejo, funk e indie-pop. Veja o vídeo acima. Todos os programas Ouça a versão podcast Sam Smith - 'How do you sleep?' Dá gosto de ver essa nova fase soltinha do Samuel, inglês que lançou dois discos intensos, melodramáticos, com baladas que dominaram rádios do Brasil. Agora temos um Sam Smith menos travado, que continua soltando a voz, mas sem aquela pose de príncipe de festa de 15 anos. Ele lança clipe com coreografia e quer fazer esse pop de desfile de moda, já ouvido no single “Dancing with a stranger”. São músicas dançantes, mas ele mantém aquela classe que um fã de Sam Smith espera. Faz sentido essa música mais solta, leve, porque ele passou a falar mais sobre sexualidade e gênero. Parece estar mais livre para ser quem ele quer. Beyoncé, Jay Z e Childish Gambino - "Mood 4 Eva" São dois discos da trilha do filme. O primeiro, da sexta-feira passada, dia 12, foi com as músicas originais cantadas pelo novo elenco e, mais uma música nova da Beyoncé ("Spirit", comentada no G1 Ouviu) e outra do Elton John. Agora sai “The Gift”, disco com produção e curadoria da Beyoncé, com várias faixas inéditas intercaladas com falas do filme. A Beyoncé chamou de “cinema sonoro”. Tem também Pharrell, Kendrick Lamar e músicos e produtores africanos. Nessa “Mood 4 Eva” acontece muita coisa: de batuque de afrobeat a sirene de boate. É uma música densa, como uma vegetação de floresta com várias camadas. O Jay Z atua no setor urbano com rap clássico e o Childish Gambino faz a parte florestal, com violão e tambor africano. E a Beyoncé no meio jogando o copo para o alto em um refrão festivo. Tem citação a Prince, Nas e Notorious B.I.G., e também a reis e deuses africanos. O disco tem essa cara de Rei Leão modernizado, um Simba antenado. Fernando & Sorocaba, “Cara Feio” E gente estava com saudade deste Fernando e Sorocaba maroto, uma dupla pioneira em tentar reproduzir nas letras o que anda sendo falado no churrasco, no ônibus, no aperto do metrô, na balada… “Cara feio” é um sertanejo mais raiz, mais anos 90. Tem menos possessividade na letra e a influência da bachata que dominam o estilo hoje. É mais esse sertanejo gravado ao vivo, com todo mundo cantando a música antes de ela virar hit - falso, mas funciona mesmo assim. “Cara feio” é breganeja mesmo, mas tem uma camada de ironia, do cara se autozoando ao entender que foi traído. A história da letra é que ele vai ver quem é a atual da ex e fica bem chateado quando constata que o cara é feio. E daí lamenta. A composição é de outra dupla, Maycon & Vinicius. MC Kekel - "Pulo a janela" A faixa está no novo EP “Set de funk do MC Kekel”. O G1 publicou uma reportagem com treinadores vocais comentando cantores atuais, e o Kekel foi mal avaliado. Eles disseram que a voz dele é anasalada, com pouco alcance e clareza nas palavras. Mas tem alguma coisa nessa voz anasalada que dá certo. É como se ele fosse o amigo doidinho que tem voz de pato, mas carisma. O refrão “se ela falar que eu não vou, pulo a janela e vou pra quebrada” é um bom exemplo disso. A base é um funk cru, com batidas agudas que parecem de vidro, em sintonia com a quebrada. Mas a estrutura também é redonda para o pop. Dá para entender como essa voz limitada vai tão longe. Charli XCX e Christine and the Queens - "Gone" É um duelo de guerreiras do pop de vanguarda. As duas fazem bonito, Charli com golpes mais diretos e Christine mais misteriosa e sedutora. Depois, vira uma colagem doida de pop eletrônico meio anos 80, meio anos 2080. A letra é sobre se sentir inadequado, querer ir embora de um lugar, como vários hits atuais, que a gente comentou aqui, de Ed Sheeran a Alessia Cara. No caso delas é uma inadequação no pop, em que elas estão bem incluídas, mas ao mesmo tempo não se encaixam de um jeito convencional - e nem querem. As tais colagens estranhas e legais dão o mesmo recado da letra. A faixa estará no álbum "Charli", previsto para sair em setembro.
'Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine', diz Bolsonaro
Presidente confirmou intenção de transferir agência para Brasília e disse que quer transformá-la em secretaria. Ancine tem como atribuições fomentar e fiscalizar mercado cinematográfico. ‘Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine’, declara Bolsonaro O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (19) que se o governo não puder impor algum filtro nas produções audiovisuais brasileiras, por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), ele extinguirá a agência. Vinculada ao Ministério da Cidadnia, a Ancine é uma agência reguladora que tem como atribuições o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil. Bolsonaro repetiu que pretende transferir a sede da agência para Brasília, e disse que ainda não decidiu se o órgão permanecerá sob a alçada da Cidadania, ou se será transferida para outro ministério. "Vai ter um filtro sim. Já que é um órgão federal, se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos, passarei ou extinguiremos", afirmou o presidente, após participar de uma solenidade em comemoração ao Dia Nacional do Futebol. Questionado sobre qual filtro desejaria impor à Ancine, Bolsonaro respondeu: "Culturais, pô". Ele disse ainda que ainda não decidiu se a Ancine permanecerá como agência reguladora, ou se passará a ser uma secretaria subordinada a ele. "Ligada a um ministério, não sei qual, se vai ser o do Osmar Terra [ministro da Cidadania] ou não", explicou. O presidente voltou a criticar o uso do dinheiro público para fazer "filmes pornográficos" e defendeu que o cinema brasileiro passe a falar dos "heróis brasileiros". "Temos tantos heróis no Brasil, e a gente não fala dos heróis do Brasil, não toca no assunto. Temos que perpetuar, fazer valer, dar valor a essas pessoas no passado deram sua vida, se empenharam para que o Brasil fosse independente lá atrás, fosse democrático e sonha-se com um futuro que pertence a todos nós", complementou. Repercussão Bruno Barreto, cineasta, diretor de filmes como "O que é isso, companheiro?" e "Dona Flor e seus dois maridos": "No caso o que ele chama de filtro me parece censura, nem na época da ditadura militar isso ocorreu. Se acontecer de fato, eu sou contra, claro. Os projetos eram todos produzidos, depois havia censura, havia cortes, mas os projetos não deixavam de ser produzidos." Vicente Amorim, cineasta, diretor de filmes como "Irmã Dulce", "Um homem bom" e "O caminho das nuvens": "As mudanças propostas são ilegais. Toda proposta é absurda: levar a Ancine para Brasília (caríssimo); extinguir a Ancine (ilegal); e filtrar conteúdo (censura)". André Ristum, diretor de "O Outro Lado do Paraíso" e "A Voz do Silêncio": "De fato a palavra filtro assusta um pouco, porque logo se remete a uma possibilidade de alguma censura, de algum direcionamento. Acho que a cultura e arte não pode ser passível de nenhum tipo de direcionamento, por si só ela tem que ser livre. Obviamente, ele se refere ao fato de que dinheiro público não pode financiar pornografia. Isso é óbvio, mas isso está em todo e qualquer edital. (...) O filtro é preocupante, acho que a mudança de lugar tem que ser avaliada, porque a classe defende, na verdade, que seja levada a Ancine ao Ministério da Economia, não na Casa Civil, onde sempre tinha que estar a Ancine, por ser uma agência que regula um mercado. É um gerador de muita receita, muito emprego, então o lugar correto é dentro do Ministério da Economia." Laís Bodansky, cineasta, presidente da Spcine e diretora de filmes como "Bicho de Sete Cabeças" e "Como Nossos Pais": "Uma característica do audiovisual, isso não é Brasil, é no mundo, nos Estados Unidos, é a inovação, porque o público quer e precisa do novo. Para ter inovação, você tem que dar liberdade para criador. Então, qualquer coisa que esteja na contramão disso, você não está estimulando o setor, ao contrário, você está envelhecendo. Ele é feito de criatividade, de liberdade. Uma das maiores expressões de liberdade é o audiovisual." José Padilha, diretor de "Tropa de Elite": "Não sei a que filtro o presidente Bolsonaro se refere. Se for filtro ideológico, será a volta da censura ao cinema nacional. Sobre a ameaça de fechar a Ancine, não me surpreende. Trump tem sabotado todas as agências americanas, a começar pelas que promovem a ciência, a preservação do meio ambiente e luta contra o aquecimento global. Como dizia Forrest Gump: "Stupid is as stupid does". Cacá Diegues, cineasta: "A maneira de proteger as famílias brasileiras já existe, que é censurar os filmes. Proibido até os 18 anos, proibido até os 14 anos, e livre. Ninguém vai ver filme pornográfico com seu filho de 14 , 12 anos, 10, 18 anos.. não vai ver". Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema: "Eu acho um desastre dessa maneira. Eu vou repetir: você tentar destruir, através da censura ou através da extinção simples de órgãos, destruir o processo que foi montado de produção, que hoje emprega 300 mil pessoas no Brasil, pelo menos, tá certo, eu acho um desastre". Mariza Leão, produtora de cinema: "Nossos filmes são um sucesso popular e um sucesso internacional. Portanto, nós temos força. Nós não somos uma coisa que se acaba com um peteleco". Leonardo Edde, presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV), que reúne produtores: "Eu quero acreditar que em 2019, num país democrático, num regime democrático, isso não seja verdade. Não queira de se fazer uma censura, porque aí a gente ja está automaticamente afirmando que não é mais um país democrático". Marina Person, diretora de "Califórnia": "Eles vão escolher o que eles querem que seja feito. É uma censura prévia, o que é um absurdo. Quando você faz uma censura prévia é uma coisa tão arbitrária, porque [vai ser] baseado em que? Quem é que vai julgar? Quem é que vai dizer? Que filtro é esse? É muito obscurantismo. A gente está em 2019 parece que a gente voltou para a Idade Média. É uma ação obscurantista, não tem outra palavra para usar. (...) E sabe-se lá quem vai fazer esse tipo de censura, porque eles falam filtro, mas na verdade é censura. Você vai empacar, vai asfixiar um setor que já está há algum tempo asfixiado, sendo que era uma coisa que funcionava, gerando emprego, gerando imposto. Você está na verdade prejudicando a economia do Brasil, não é a cultura só. Você está dando passos para trás no setor econômico. Você vai gerar mais desemprego, vai deixar de arrecadar impostos." Conselho O governo também decidiu reduzir pela metade a participação de representantes da indústria cinematográfica no Conselho Superior do Cinema, órgão responsável por elaborar a política nacional para o setor. Decreto publicado na edição desta sexta do "Diário Oficial da União" reduz de seis para três o número de representantes do setor. Também reduz a participação da sociedade civil no colegiado: de três para dois representantes.
Bolsonaro reduz pela metade número de membros da indústria no Conselho Superior do Cinema
Presidente transferiu colegiado para a Casa Civil. Antes, conselho tinha seis representantes do audiovisual e três da sociedade civil. Agora, são três da indústria e dois da sociedade civil. O presidente Jair Bolsonaro reduziu pela metade a participação de representantes da indústria cinematográfica no Conselho Superior do Cinema, órgão responsável por elaborar a política nacional para o setor. O texto reduz de seis para três o número de representantes do setor. Também reduz a participação da sociedade civil no colegiado: de três para dois representantes. Os integrantes do conselho não recebem salário. Agora, o governo terá maioria na composição do conselho: serão sete ministros, e cinco integrantes do setor e da sociedade civil. A mudança, por meio decreto, foi publicada na edição desta sexta-feira (19) do "Diário Oficial da União". Leia a íntegra do decreto No mesmo decreto, Bolsonaro decidiu transferir o conselho do Ministério da Cidadania, que engloba a antiga pasta da Cultura, para a Casa Civil da Presidência da República, chefiada pelo ministro Onyx Lorenzoni. A mudança já havia sido anunciada nesta quinta (18). O conselho, criado em 2001, é responsável por formular a política nacional de cinema, aprovar diretrizes para o desenvolvimento da indústria audiovisual e estimular a presença do conteúdo brasileiro no mercado. Com as mudanças promovidas por Bolsonaro, caberá a Onyx indicar para o conselho os representantes da indústria e da sociedade civil. Os nomeados para o colegiado continuarão com mandatos de dois anos, com uma recondução permitida. O governo é representado pelos ministros: Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, que o presidirá; Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública; Ernesto Araújo, das Relações Exteriores; Abraham Weintraub, da Educação; Osmar Terra, da Cidadania; Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo da Presidência da República. Quando o conselho foi criado, integravam o conselho os ministros da Casa Civil; da Justiça; das Relações Exteriores; da Fazenda; da Cultura; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; das Comunicações; da Educação; e da Secretaria de Comunicação Social. Ancine Nesta quinta, Bolsonaro afirmou durante evento em alusão aos 200 dias de governo que pretende transferir a Agência Nacional do Cinema (Ancine) do Rio de Janeiro para Brasília. Ele admitiu que a possível mudança se daria para que o governo impusesse um maior controle sobre a aprovação de filmes, séries e documentários. Integrantes do governo informaram ao colunista do G1 Matheus Leitão que as mudanças foram decididas como uma reação a projetos aprovados sobre homossexuais e transexuais, o que incomoda a agenda conservadora da gestão. "[Osmar] apresentou propostas sobre a Ancine, vamos trazer ela para Brasília. Não somos contra quem tem essa ou aquela opção. Mas o ativismo que não podemos permitir, em respeito com as famílias. Uma coisa que mudou com a chegada do governo”, afirmou o presidente. Os projetos contemplados pele lei não são financiados com recursos públicos do governo, e sim com dinheiro privado de empresas interessadas em apoiar os projetos. Funciona assim: O governo federal analisa os projetos para decidir quais poderão ser contemplados pela lei; ao ter seu projeto aprovado pelo ministério, o produtor cultural sai em busca de patrocínio para obter os recursos; pessoas físicas ou empresas podem decidir patrocinar o projeto. Em troca, elas recebem possibilidade de abatimento no Imposto de Renda de parte ou do total do valor aplicado no projeto.
'Cats', musical com Taylor Swift e Idris Elba, ganha 1º trailer; ASSISTA
Adaptação para cinemas da peça da Broadway estreia nos Estados Unidos no dia 20 de dezembro. Assista ao trailer do musical 'Cats' O musical "Cats" ganhou seu primeiro trailer nesta quinta-feira (18). Adaptação de peça clássica da Broadway, o filme tem estreia nos Estados Unidos prevista para 20 de dezembro. Assista ao vídeo acima. Com direção de Tom Hooper ("Os miseráveis"), a produção tem um elenco estrelado, que conta com a cantora Taylor Swift, Idris Elba ("Luther"), Judi Dench ("Assassinato no Expresso do Oriente"), Ian McKellen (o Gandalf, de "O Senhor dos Anéis") e Jennifer Hudson ("Dreamgirls: Em Busca de um Sonho"). Baseado no livro "Os gatos", de T. S. Eliot, o musical conta a história de um grupo de felinos que deve decidir anualmente quem conseguirá uma vida melhor entre eles.
Bolsonaro transfere Conselho Superior do Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil
Conselho é responsável por formular as políticas para o cinema do Brasil. Presidente criticou ativismo e disse que não pode admitir 'filmes como da Bruna Surfistinha' com dinheiro público. O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (18) a transferência do Conselho Superior do Cinema para a Casa Civil. O conselho estava no Ministério da Cidadania, que engloba a antiga pasta da Cultura. A mudança, segundo o governo, visa “fortalecer a articulação e fomentar políticas públicas” na área. O decreto foi um dos atos assinados durante cerimônia em alusão aos 200 dias do governo de Bolsonaro. “Com o Osmar Terra [ministro da Cidadania] fomos para um canto e nos acertamos. Eu não posso admitir que com o dinheiro público se faça filmes como da Bruna Surfistinha. Não dá", disse Bolsonaro na cerimônia. O presidente também disse que discutiu com o ministro da Cidadania, Osmar Terra, a transferência da Agência Nacional do Cinema (Ancine) do Rio de Janeiro para Brasília. "[Osmar] apresentou propostas sobre a Ancine, vamos trazer ela para Brasília. Não somos contra quem tem essa ou aquela opção. Mas o ativismo que não podemos permitir, em respeito com as famílias. Uma coisa que mudou com a chegada do governo”, afirmou o presidente. "Bruna Surfistinha", de 2011, foi baseado no livro best-seller da garota de programa Rachel Pacheco, sobre sua história. O filme estrelado por Deborah Secco teve mais de 2 milhões de espectadores. O filme foi aprovado em 2007 pelo Ministério da Cultura para captar verba por renúncia fiscal. Cobrança por resultados Questionado em entrevista coletivo sobre os motivos da mudança, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, explicou que o governo defende que o incentivo ao cinema seja acompanhado de cobranças por resultados nos casos em que são usados recursos públicos para financiar as produções. “Política de cultura, política de cinema precisa ter apoio, sim, mas precisa ter cobrança de resultado”, disse Onyx. Segundo o ministro, a atual política pública de incentivo ao cinema não mede o sucesso da produção, o que precisa ser mudado. “Quer produzir um filme x, y ou z, quer ir para o mercado e captar sozinho, ok. Agora, para levar recurso público tem que ter retorno, tem que ter qualidade. E uma das coisas que não faz parte da métrica hoje é se tem ou não sucesso, se tem ou não espectador dentro da sala de cinema”. O ministro ainda frisou que a Ancine será trazida para Brasília. “A Ancine sai do Leblon e vem para Brasília, acabou a praia”. O que é o Conselho Superior de Cinema? O conselho é responsável por formular a política nacional de cinema, aprovar diretrizes para o desenvolvimento da indústria audiovisual e estimular a presença do conteúdo brasileiro no mercado. Ele foi criado em 2001 é constituído por sete ministros e outros nove representantes de fora do governo, sendo seis da indústria audiovisual e três da sociedade civil, e seus suplentes. Os membros são nomeados pelo presidente para mandatos de dois anos, com uma recondução permitida. A nomeação mais recente aconteceu em dezembro de 2018 pelo então presidente Michel Temer.
Trailer de 'It: Capítulo 2' tem volta de Pennywise para aterrorizar Clube dos perdedores
Jessica Chastain e James McAvoy são estrelas do filme. Longa estreia em 5 de setembro. Trailer de 'It: A coisa 2' "It: Capítulo 2", continuação do sucesso de 2017, ganhou mais um trailer nesta quinta-feira (18). Pennywise volta após 27 anos para aterrorizar o Clube dos perdedores. Jessica Chastain e James McAvoy são as estrelas do filme e interpretam Bervely Marsh e Bill Denbrough. Bill Skargard volta a interpretar o vilão. Jay Ryan, Bill Hader e Isiah Mustafa se unem ao elenco. O time infantil do primeiro filme também estará na continuação, em flashbacks. No primeiro trailer do filme, divulgado em maio, Bervely visita a casa da filha do palhaço. A direção é de Andy Muschietti. O longa estreia em 5 de setembro. "It, a coisa" é o filme de terror com maior bilheteria da história, com arrecadação de R$ 2,7 bilhões, de acordo com o Box Office. Na trama, sete amigos de uma pequena cidade dos Estados Unidos decidem investigar a fundo o desaparecimento de crianças na região. Entre elas está Georgie, irmão de Bill (Jaeden Lieberher), o líder do simpático grupo conhecido como o Clube dos perdedores. Eles descobrem que o responsável pelos sumiços é um monstro que se abastece de medo, se alimenta de crianças e que toma a forma daquilo que mais assusta suas vítimas. O que geralmente acaba sendo (e com razão) o palhaço encapetado Pennywise, interpretado aqui por Bill Skarsgård ("A série divergente").
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